Linda mensagem de Páscoa que retrata com singeleza, inocência, alegria, humor e muita criatividade o verdadeiro sentido da Páscoa!
https://www.youtube.com/watch?v=oWBzGltTUaE
segunda-feira, 21 de abril de 2014
quarta-feira, 16 de abril de 2014
SURDOCEGUEIRA E DMU – SEMELHANÇAS E DIFERENÇAS
A condição de surdocegueira envolve a perda
concomitante de audição e visão, total ou parcialmente, de tal forma que a
pessoa passa a experimentar dificuldades em sua vida, necessitando de
adaptações. Acredita-se que a pessoa nessa condição tem no tato um dos
principais recursos para contatar a realidade e nas linguagens adicionais um
recurso efetivo para a sua comunicação. Mas, na realidade prática do indivíduo,
a condição surdocega acarreta uma série de dificuldades que privam o acesso à
educação, cultura e outros fatores que em envolvem uma vida digna e de
qualidade, dependendo de adaptações ou de recursos acessórios para tanto. A surdocegueira requer a compreensão de
que as limitações colocadas pela condição extrapolam a privação sensorial e
afetam a vida dos indivíduos, e isso pode ocorrer tanto na perda total quanto
na perda parcial, desde que seja capaz de promover tal alteração (LAGATI, 1995).
Quanto
a etiologia, ele pode ser diversa, como causada por síndromes variadas (Alport,
Down, Marshall, Leber’s e outras) ou por fatores pré e pós-natais ambientais,
como nascimento prematuro, rubéola, HIV materno e outras condições gerais que
podem tanto antes quanto depois do nascimento comprometer a visão e a audição,
concomitantemente, do indivíduo. O tato é o principal recurso que essas pessoas
se utilizam para conseguir se relacionar com o mundo e conforme a qualidade das
interações que se apresentarem a pessoa poderá ter maior ou menor acesso ao
conhecimento formal, ao aprendizado, a cultura e a fatores relacionais
similares (HELLER e KENNEDY, 1994).
Já
as Deficiências Múltiplas (DMu) são os quadros em que o indivíduo apresenta
deficiências associadas, sendo duas ou mais e é um quadro bastante frequente entre
alunos que tem quadros mais graves, mais acentuados e cujos comprometimentos
tendem a ser intensos, especialmente no que se refere ao seu acesso educacional
e progressão (MEC, 2002).
As
DMU’s podem ser definidas no momento em que se considera o nível de
desenvolvimento, a afetação das possibilidades funcionais e comunicativas, bem
como a capacidade de aprender do indivíduo e suas alterações físicas e sociais,
seus possíveis comprometimentos. Então, não é algo puramente físico, nem
cognitivo. A DMu é uma condição sensorial, física e mental concomitante (REMÍGIO,
2006).
Assim,
quando pensamos no que se diferenciam esses dois conceitos, vemos que enquanto
a surdocegueira é a ocorrência concomitante da perda parcial ou total da
audição e da visão e a abrangência desses comprometimentos, a DMu é um quadro
plural, de mesma forma, mas que não se refere unicamente a dois quadros
(podendo apresentar mais) e que é ancorada em uma tríade de comprometimentos
concomitantes, a saber, físicos, mentais e sensoriais.
Quanto
às necessidades básicas dessas pessoas, educacionalmente,
há muitas semelhanças. No caso do surdocego, o que existe é uma grande
necessidade de desenvolvimento de estratégias de interação com o meio, para que
o aluno possa desenvolver mais eficientemente o aprendizado e especialmente,
seu potencial de comunicação (AMARAL, 2002). Tem a necessidade de elaborar o
seu aspecto de comunicação, especialmente se for uma condição anterior a
aquisição da fala, bem como suas estruturações de percepção de mundo, para que
possam se alocar e organizar dentro de um ambiente cheio de estímulos aos quais
muitos deles não podem compreender, ajustando-se ao ambiente externo (DUARTE,
2000). Já os casos de DMu demandam uma maior tecnologia assistiva, no sentido
de suprir as suas necessidades da tríade física, mental e sensorial,
oportunizando a construção de esquemas de compensação que permitam o seu
aprendizado. Portanto, ambos demandam intensa anamnese e o surdocego requer
amplo suporte didático, metodológico e multidisciplinar, ao passo que os que
possuem surdocegueira têm maior necessidade de adaptações (embora também exista
essa necessidade, para garantia de uma boa equiparação de aprendizagem). De
modo semelhante, requerem suporte para que possam se inserir e se comunicar sem
o uso da linguagem oral ou com adaptações da mesma, por meio de gestos manuais,
faciais, corporais, fotografias, símbolos, qualquer tipo de recurso que venha a
nivelar a sua necessidade de modo temporário ou definitivo, permitindo a sua
interação com o meio e suprindo a sua necessidade.
As
estratégias para o estabelecimento da
comunicação utilizadas em ambos os casos, com metodologias diferentes, para
o desenvolvimento da comunicação e sua aquisição são associadas as tecnologias
assistivas e de comunicação alternativa. Esses são recursos nos quais o
professor interfere para permitir a comunicação, o aprendizado e também o
progresso acadêmico e suas atividades gerais, com adaptações ou modelagens
próprias metodológicas, didáticas ou de qualquer natureza (ROCHA, PLETSCH,
2013). São recursos que também servem para a inserção educacional do aluno em
jogos e brincadeiras complementares e que, por essa razão, servem diretamente
não apenas para o aprendizado, mas para a contextualização social da criança.
São estratégias que variam conforme os casos e o grau de comprometimento
apresentado, realizar pontes de aprendizado para o desenvolvimento do educando
e superação/mediação de seus problemas tanto de comunicação quanto de aquisição
do conhecimento.
Referências
AMARAL,
I. A educação de estudantes portadores de surdocegueira. In: MASINI,E.F.S.
(Org.). Do sentido...pelos sentidos...para o sentido. São Paulo: Vetor editora,
2002. P, 121-144.
DUARTE,
D. F. Aspectos Gerais da surdocegueira. Rio de
Janeiro: Forum. Vol. 1. INES. 2000.
HELLER,
K.W.; KENNEDY, C. Etiologies and Characteristics of Deaf-Blindness.
Clearinghouse on Children who are Deaf-Blind. (1994). Disponível em: <
http//www.tr.wou.edu/dblink/index.htm> Acesso em 11 abr 2014.
LAGATI, Salvatore. " Deaf-Blind"
or" Deafblind"? International Perspectives on Terminology. Journal of visual impairment and blindness,
v. 89, p. 306-306, 1995.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CULTURA (MEC).
Estratégias e orientações pedagógicas para a educação de crianças com necessidades
educacionais especiais- Dificuldades acentuadas de aprendizagem. Deficiência
múltipla. Brasília: MEC/SEE, 2002.
REMÍGIO, M. C. et al. Achados
oftalmológicos em pacientes com múltiplas deficiências. Arq Bras Oftalmol, v. 69, n. 6, p.
929-32, 2006.
ROCHA,
M. G. S.; PLETSCH, M. D. O atendimento educacional especializado (AEE) para
alunos com múltiplas deficiências frente às políticas de inclusão escolar: um
estudo sobre as práticas pedagógicas. Revista Aleph, v. VIII, n. 20, dez., p.
226-240.
quarta-feira, 19 de março de 2014
ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO DO ALUNO COM SURDEZ
Muito
embora a educação inclusiva se localize na esteira temática da educação
nacional desde muito tempo, especialmente com os marcos da Constituição
Federativa Brasileira (1988) e de seus efeitos educacionais no sentido da
inserção no ensino regular das pessoas com deficiência mais sensivelmente a
partir dos anos noventa, a abordagem pedagógica do aluno surdo ocupa um espaço
ainda mais desafiador aos atores educacionais. Para além dos embates entre
oralistas e gestualistas, encontra-se um aluno que possui na maioria dos casos
todo o potencial cognitivo/intelectual de aprendizado, mas, que necessita de um
aporte eficiente para acessar aos conteúdos e poder se desenvolver plenamente
no aspecto pedagógico. Para além da seleção de qual o melhor método de
desenvolver o seu ensino, há a percepção clara da necessidade do
desenvolvimento de práticas pedagógicas consistentes que permitam a equiparação
das suas oportunidades de aprendizado para a nivelação com os demais e para o
aproveitamento de suas potencialidades.
Sabe-se
que as propostas oralistas priorizam a língua dos ouvintes e alijam do
protagonismo ou da divisão dele as propostas que equiparem as necessidades e o
universo do aluno não-ouvinte condensadas em uma língua de aprendizagem. Também
se sabe que uma proposta totalmente gestualista pode, embora priorize a língua
nativa do aluno surdo, que é a de sinais, excluí-lo do aproveitamento e
desvelamento das oportunidades existentes no acesso da língua dominante. Por
essa razão, uma proposta bilíngue é a colocação mais desejada e, em sua
construção reside um verdadeiro desafio metodológico e didático.
Não
existe documentação suficiente sobre as práticas bilíngues no ensino de surdos
na educação brasileira. Seu sucesso em outros países e culturas é reconhecido,
mas, não é possível afirmar na prática se a transposição para o cenário
brasileiro teria essa mesma devolutiva e, mais ainda, as adaptações que são
construídas ou propostas para a sua implantação estão em fase de descoberta e
construção. O bilinguismo está sendo acolhido e adaptado ao Brasil como cenário
de desenvolvimento e sua prática se configura como a tendência mais próxima do
ideal disponível.
O
aluno educado pelo meio bilíngue poderia transitar entre os benefícios da
língua ouvinte e o senso de comunidade e nucleação da língua não ouvinte sem
maiores problemas, contudo, o professor teria de desenvolver um complexo trabalho
pedagógico de adaptação. O Atendimento Educacional Especializado, nesse
sentido, seria a ponte para o atendimento dessas necessidades, não como um
aporte de assistencialismo ou de desenvolvimento em separado das atividades
para que o aluno possa se nivelar, mas como um centro de difusão do
protagonismo dividido entre língua dominante e linguagem de sinais. O AEE
permite tanto a alfabetização com suporte na língua ouvinte (língua portuguesa)
como também oportuniza o aprendizado da LIBRAS e o seu desenvolvimento, podendo
dar suporte tanto a um quanto a outro quadro e desenvolver o trânsito e
fluência do aluno nesses terrenos.
Assim,
nesse sentido, de modo conclusivo percebe-se que o AEE representa a porta de
transição entre os embates oralistas e gestualistas para o ingresso no ideal
bilíngue. Assim como toda a proposta educacional, esse atendimento tem a
necessidade de se focalizar em práticas pedagógicas eficientes que sejam
capazes de superar as diferenças de uso e aplicação presente nas duas línguas, permitindo
e desenvolvendo a compreensão do aluno nesses dois universos. Mesmo que a
presença de um intérprete seja importante e muitas das vezes fundamental, dada
a não fluência comum do professor em LIBRAS e também a quase sempre maior
afinidade do intérprete com aquela língua, o professor deve assumir também no
AEE o papel de protagonista das práticas de ensino e aprendizagem e não as
transpondo para o intérprete, que ali está apenas para tornar melhor a fluidez
da comunicação e os eventuais apoios para a aquisição da língua. Como esses
apoios serão utilizados, a natureza das atividades, a essência das práticas –
todos esses elementos – são proposições fundamentais do professor do AEE que,
nessa interpretação, tem e assume um dos papéis centrais da transposição
oralismo x gestualismo: a de ser o campo de estabelecimento do ideal bilíngue,
algo que deverá ser desenvolvido não apenas com o ensino prático de sua língua
em divisão protagonista com a ouvinte, mas com o desenvolvimento pleno de suas
potencialidades perceptivas, linguísticas e cognitivas.
Referências
DAMÁSIO, M.F.M; ALVES, C.B. Atendimento educacional especializado do aluno com surdez. Cap. 2.
São Paulo: Moderna, 2010.
DAMÁZIO, M. F. M.; FERREIRA, J. P. Educação escolar de
pessoas com surdez-atendimento educacional especializado em construção. Inclusão:
Revista de Educação Especial, p. 46-57,
2009.
sábado, 7 de dezembro de 2013
AUDIODESCRIÇÃO
“A
audiodescrição é o recurso que permite a inclusão de pessoas com
deficiência visual em cinema, teatro e programas de televisão. http://audiodescricao.com.br”
Esse
recurso possibilita a inclusão, a participação, o direito a cultura e o lazer
de pessoas com deficiência visual.Nas salas de artes como teatro, dança e ópera e para os meios de comunicação televisão, o cinema e materiais audiovisuais (CD, DVD), a descrição é uma forma de tradução, usando no diálogo ou a narrativa, que traduz a imagem visual de uma forma que a torna acessível a todas as pessoas, as quais não teriam acesso pleno à televisão e ao cinema.
Em museus ou em exposições de artes visuais, a audiodescrição é utilizada para proporcionar acesso aos visitantes que são cegos ou possuem baixa visão.
A partir de 1º de julho de 2011 foi instituída no Brasil a obrigatoriedade de pelo menos duas horas semanais de conteúdo com audiodescrição para as emissoras com sinal aberto e transmissão digital, na condição de faixa de áudio adicional.
Conforme palavras de Lívia Motta: “Quem experimenta sente-se respeitado e incluído, participa dos eventos em igualdade de condições e não quer mais ficar sem essa ferramenta de acessibilidade”.
Convido vocês a acessarem o site abaixo e assistirem ao filme em audiodescrição: Julieta de bicicleta
Sinopse
Julieta é uma menina certinha, que gosta de tudo no seu devido lugar, meticulosamente calculado. O único medo de Julieta é o inesperado. No dia de seu aniversário Julieta ganha uma bicicleta e sai para passear pelo parque. Mas o inesperado está logo a frente virando a esquina. Baseado no livro homônimo de Liana Leão.
http://www.filmesquevoam.com.br/filme.php?id=482
domingo, 20 de outubro de 2013
JOGOS FAVORECEREM O DESENVOLVIMENTO E A APRENDIZAGEM DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL
20 de Outubro de 2013
Usar jogos na sala de aula, é uma
ferramenta que auxilia na aprendizagem,
essa prática desperta o interesse dos alunos, além de proporcionar
momentos agradáveis. As regras estimulam a criatividade da criança
promovendo avanços em seus comportamentos, tanto no que diz respeito ao
relacionamento com os demais como também quanto à questões que envolvem a
desinibição, oralidade, psicomotricidade, entre outros.
No momento em que a criança brinca a aprendizagem
acontece, porque a “aprendizagem é construção do conhecimento”. (QUEIROZ, 2003
pg.22).
“A brincadeira
é atividade física ou mental que se faz de maneira espontânea e que proporciona
prazer a quem a executa”. (QUEIROZ, 2003, pg.158).
Segundo Vygotsky (1994,
p. 54),
A brincadeira tem um papel fundamental no
desenvolvimento do próprio pensamento da criança. É por meio dela que a criança
aprende a operar com o significado das coisas e dá um passo importante em
direção ao pensamento conceitual que se baseia nos significados das coisas e
não dos objetos. A criança não realiza a transformação de significados de uma
hora para outra.
Durante a minha pesquisa encontrei o jogo abaixo e
achei muito interessante, é um jogo reciclado muito atrativo.
Montar um tabuleiro com oitenta e oito tampinhas
coloridas de garrafas pet, colar dentro sílabas que formam palavras, as quais
serão selecionadas usando um elástico.
O professor poderá trabalhar diversos conteúdos
utilizando o mesmo tabuleiro, trocando apenas as sílabas.
CAÇA PALAVRAS RECICLADO
OBJETIVO:
Encontrar em um
determinado tempo a maior quantidade de palavras possíveis escondidas entre
várias sílabas no jogo.
Desenvolvimento:
Dividir as crianças em
grupos de quatro jogadores e depois cada grupo tentará encontrar em um
determinado tempo a maior quantidade de palavras possíveis escondidas no jogo.
Vencerá a partida aquele
grupo que conseguir encontrar a maior quantidade de palavras no tempo
estabelecido. Convém lembrar que no momento em que um grupo estiver utilizando
o jogo, os demais grupos deverão estar afastados, de tal forma que não possam
levar nenhuma vantagem.

http://professorphardal.blogspot.com -
Professor Evandro Veras
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
RECURSO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA
Maria Aparecida Andrade Motta
“Denomina-se
Tecnologia Assistiva qualquer item, peça de equipamento ou sistema de produtos,
adquirido comercialmente ou desenvolvido artesanalmente, produzido em série,
modificado ou feito sob medida, que é usado para aumentar, manter ou melhorar habilidades
de pessoas com limitações funcionais, sejam físicas ou sensoriais.” (Baruel, Elisete
Oliveira Santos)
É comum o professor, em seu plano de
aula, utilizar uma tesoura como recurso para a realização de uma atividade de
recorte e colagem. Sabemos que muitos
alunos tem facilidade no manuseio de tesouras e outros não. Crianças com
deficiência física que apresentam limitação em sua coordenação motora fina poderão
ter dificuldade na realização desse tipo de atividade. A tesoura adaptada
facilita o manuseio do aluno no recorte, a coordenação do abrir e fechar a mão
e simultaneamente segurar o papel.
Tesoura adaptada com arame revestido.
Tesoura comum que é modificada através
da colocação de um arame revestido de borracha no local onde são colocados os
dedos, fazendo com que ela permaneça aberta, e facilite o movimento de recorte
para alunos com dificuldades motoras nas mãos.
REFERÊNCIA:
Sartoretto, Mara Lúcia.
A Educação Especial na Perspectiva da Inclusão Escolar:
recursos pedagógicos acessíveis e comunicação aumentativa e alternativa / Mara
Lúcia Sartoretto, Rita de Cássia Reckziegel Bersch. Brasília-Ministério da
Educação, Secretaria de Educação Especial – Fortaleza – Universidade Federal do
Ceará, 2010.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
AEE FECHAMENTO_MARIA APARECIDA
AEE FECHAMENTO_MARIA
APARECIDA
“O atendimento educacional
especializado (AEE) é um serviço da educação especial que identifica, elabora,
e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade, que eliminem as barreiras
para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades
específicas" (SEESP/MEC, 2008).
Levando em consideração o
parágrafo acima o papel do professor de AEE na escola e na Sala de Recursos é
de colaborar, participar e executar atividades que venham facilitar a
permanência do aluno com deficiência na escola, acompanhado o seu
desenvolvimento pedagógico, entre outros, com o envolvimento da gestão escolar,
os demais professores, profissionais da saúde e a família. O professor do AEE
deve participar do projeto político pedagógico juntamente com os demais
profissionais e a comunidade escolar. Ser o auxiliar no processo pedagógico da
escola, apoiando os professores da sala comum, orientando, elaborando e confeccionando
material pedagógico se necessário.
Na Sala de Recursos no contra
turno complementar e/ou suplementar a formação desse aluno, visando sua
autonomia na escola ou fora dela, conforme estabelecido na Política Nacional de
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva.
O Professor do AEE na Sala de
Recursos, faz um cronograma dos atendimentos, individualmente e/ou em pequenos
grupos, dependendo de cada caso e/ou de acordo com o desenvolvimento de cada
aluno. Deve ter em mãos o Plano individual, o qual deverá ser replanejado se
necessário, com metodologia e estratégias diferenciadas para cada aluno a ser atendido, os materiais
didáticos produzidos visando as necessidades pedagógicas, de acordo com cada
deficiência identificada nas avaliações efetuadas.
O estudo de caso de cada aluno do AEE é muito importante para o trabalho
do professor do AEE, pois é através dele que teremos informações para a
elaboração do Plano de AEE. O Estudo de Caso é a história da vida do aluno,
para isso devem ser ouvidas todas as pessoas que são envolvidas no seu
dia-a-dia, sejam elas os professores, profissionais da saúde e principalmente sua
família, observações diárias, em todos os momentos na escola, pátio, recreio,
na sala de aula, na aula de educação física e em casa junto com a família. Para
escrever o estudo de caso de um aluno, devemos seguir as seguintes etapas:
apresentação do problema, esclarecimento do problema, identificação da natureza
do problema e resolução do problema, os quais nos orienta elaborar um Plano de
AEE completo.
O Plano de AEE contribui imensamente para o Atendimento Educacional
Especializado, pois é através dele que o professor traça os objetivos a serem
alcançados, a metodologia a ser utilizada, organiza o tempo de atendimento,
atividades a serem desenvolvidas, tipos de materiais, avalia e acompanha o desenvolvimento
do aluno, respeitando as características e individualidades de cada um.
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